A trágica morte da
adolescente Thainá Maria da Silva, de apenas 16 anos, na cidade de Luís Eduardo
Magalhães, no oeste baiano, trouxe à tona o cenário de violência e controle
extremo que a jovem enfrentava em seu relacionamento., que durou pouco mais de
dois anos com Cleverton Silva Machado.
A convivência era marcada por
crises de ciúmes, proibições e ameaças constantes. O suspeito exercia um
domínio que afetou a saúde física de Thainá, que apresentava perda de peso e
fraqueza após passar a conviver com o agressor, em um processo descrito pela
família como o de alguém que "parou a própria vida para cuidar da
dele".
O crime foi descoberto na
última quarta-feira (08/04), quando o corpo da adolescente foi encontrado na
residência de Cleverton com marcas de facadas e queimaduras. Momentos antes da
localização, o jovem chegou a ligar para o padrasto afirmando que havia
cometido uma "besteira".
Cleverton também foi
encontrado sem vida no local, com indícios de que teria cometido suicídio. A
Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, confirmando que a jovem já
havia tentado romper o ciclo de violência dias antes da tragédia.
Na segunda-feira anterior ao
crime, Thainá chegou a retornar para a casa da mãe, mas foi atraída de volta à
residência do agressor sob chantagem emocional envolvendo animais de estimação
que ela possuía no local.
O histórico de abusos
revelado após o crime inclui episódios de violência física e psicológica.
Vizinhos relataram que era comum ouvir agressões e que, em uma ocasião, o
suspeito teria tentado forçar a adolescente a usar drogas contra a vontade
dela.
A irmã da vítima revelou
ainda que Cleverton usava ameaças de morte e de envolvimento com a
criminalidade para impedir o término do namoro, chegando a declarar que
"se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém".
Na manhã do crime, Thainá
chegou a solicitar uma corrida por aplicativo para fugir do local, mas não
apareceu quando o motorista chegou, indicando que já poderia estar sob ataque
ou impedida de sair.
Fonte: Verdinho
