Nota de repúdio à agressão sofrida pela jornalista Alinne Werneck, por servidor público municipal

 

A jornalista e repórter, Alinne Werneck, da emissora Ativa FM, foi agredida verbalmente e teve seu equipamento de trabalho danificado durante a sessão da Câmara de Vereadores de Eunápolis, na última quinta-feira 05/05/2022. Ao registrar imagens do evento, a repórter foi chamada de "palhaça" e "vagabunda", entre outras ofensas.

Ela também foi cercada no local pelos manifestantes pró-governo de Cordélia Torres, e se não fosse pela intervenção de professores, a jornalista teria sido agredida por um funcionário público por nome Elias Gonçalves Rufino, conforme registrado pelos professores e alunos presentes no local.

"Agora que você chega para filmar né? Esse povo, professores, só querem dinheiro. Parabéns aos vereadores que aprovaram o projeto de Cordélia! Vocês não vão conseguir no “tapetão”, nem no grito. Você não tem vergonha na cara. Vocês são vendidos, vagabundos! A imprensa é que nem um cachorro, sempre atrás de comida. Fale seu nome! Você está a serviço de bandido”, disseram os manifestantes.

Um dos homens que agrediu verbalmente a jornalista já foi identificado: é o funcionário público municipal, Elias Gonçalves Rufino, ex-árbitro de futebol.

No momento em que os manifestantes iniciaram o cerco à jornalista, algumas pessoas questionaram sua presença no local da manifestação. Após a profissional responder aos questionamentos, afirmando que estava apenas trabalhando, o tom dos questionamentos ganhou mais violência, resultando nas agressões verbais.

Uma das professoras que presenciou o fato, Dâmaris Vieira, ficou horrorizada com a barbárie. Também esteve presente o jornalista Maxsuel, que registrou o fato, além do vereador Francis Gabriel. Vale ressaltar que o acusado das agressões verbais, servidor público Elias Rufino, está proibido de comparecer a outras sessões legislativas, em razão da sua agressividade e truculência.

"Não precisa dessa agressão, eu não agredi você em momento nenhum. Eu estou aqui trabalhando. Eu não tenho problema em dizer meu nome, eu me chamo Alinne. Tô aqui a trabalho. Não tô aqui brincando com ninguém", afirmou a jornalista

NOTA DA ATIVA FM

“Infelizmente, nossa jornalista do Voz Ativa, Alinne Werneck, que tantas vezes denunciou os casos de violência contra a mulher, foi vítima de agressão na sessão da câmara (05/05), por um funcionário público da Prefeitura de Eunápolis. A Ativa FM recebeu a notícia com profunda indignação e esclarece que presta todo apoio necessário à profissional neste momento tão delicado”, reitera a emissora sobre o caso.

Tais violações têm como objetivo intimidar e constranger os profissionais que realizam seu trabalho de levar informações à população, a fim de obstruir o trabalho da imprensa.

Portanto, configuram flagrante violação a um pilar da democracia, a liberdade de imprensa. O artigo 19 repudia veementemente as agressões ocorridas no ato de quinta-feira, e espera que os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, sejam firmes em casos como esse, explicitando a defesa da liberdade de imprensa, da democracia e da pluralidade de visões e opiniões.