O tenente-coronel da Polícia
Militar da Bahia, Luiz Augusto Normanha de Carvalho, foi preso preventivamente
na manhã de quarta-feira (7/10), no município de Santa Maria da Vitória, na
região Oeste do estado. A prisão de ocorreu durante o cumprimento da terceira
fase da Operação Terra Justa, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia
(MP-BA).
O oficial é acusado de
receber R$ 286 mil para acobertar as atividades ilegais de uma milícia armada
com forte atuação na zona rural do município de Correntina. Os agentes também cumpriram
ordens de busca e apreensão em endereços ligados ao militar. A Justiça Militar formalizou
o indiciamento do tenente-coronel pelo crime de corrupção passiva militar.
Conforme apontam as
investigações do Ministério Público, os repasses financeiros ao oficial teriam
sido efetuados pelo sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos,
apontado como a liderança máxima do grupo paramilitar. Em troca das quantias em
dinheiro, o tenente-coronel omitia-se do dever de combater as ações criminosas
da organização na região.
A acusação detalha que a
milícia oferecia serviços clandestinos de segurança privada para grileiros de
terras, utilizando táticas de intimidação, ameaças e violência armada contra
comunidades tradicionais durante conflitos agrários. Luiz Augusto Normanha de
Carvalho possui um histórico de comandos expressivos na estrutura da corporação
no interior do estado.
O oficial esteve à frente da
30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), com sede em Santa Maria
da Vitória, até o ano de 2023, e posteriormente exerceu a função de diretor do
Colégio da Polícia Militar (CPM) em Bom Jesus da Lapa.
Em setembro de 2025, o
tenente-coronel já havia sido detido temporariamente por posse ilegal de arma
de fogo durante etapas anteriores da mesma operação, sendo liberado pela
Justiça no dia seguinte.
Fonte: Verdinho
