Em todo o país, 4,2 milhões
de estudantes estão dois anos ou mais atrasados na escola. Eles representam
12,5% de todas as matrículas no Brasil. As informações são do Censo Escolar
2024, analisadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Apesar de ainda representarem
uma importante parcela dos estudantes, os dados mostram que ao longo dos anos a
distorção da relação idade-série vem diminuindo. Em 2023, eram 13,4% em atraso
escolar.
A análise divulgada na
quinta-feira (25\9) mostra que, apesar da melhora geral, o país ainda tem
desafios no enfrentamento do atraso escolar. O Unicef aponta desigualdades
principalmente quando se leva em consideração a raça/cor e gênero dos
estudantes.
A distorção idade-série entre
estudantes negros da educação básica é quase o dobro da registrada entre
brancos, respectivamente 15,2% e 8,1%. O atraso também atinge mais meninos do
que meninas, chega a 14,6% entre eles e a 10,3% entre elas.
Fonte: Agência Brasil
