A delação do piloto de helicóptero Felipe Ramos
Morais foi o que permitiu aos federais descobrir quem era o Tio, o doleiro
misterioso detectado pela primeira vez na Operação Shark. Feita pelo grupo de
Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), ela
encontrou planilhas que indicavam a movimentação de R$ 1,2 bilhão pelo PCC com
o tráfico de drogas. Trata-se de um valor hoje considerado ultrapassado pelos
investigadores, depois que o “Banco do Crime” foi desvendado pela PF.
“Com os dados da Operação Tempestade e da Operação
Sharks, ficou claro que o PCC mantinha operações para movimentar dinheiro do
tráfico entre a Holanda, o Paraguai e o Brasil. Juntas, somam cerca de R$ 3
bilhões com o tráfico doméstico e o internacional”, diz o promotor Lincoln
Gakiya, do Gaeco. Para ele, esse é o caminho do dinheiro da organização
criminosa. “Não se trata de dinheiro particular dos narcotraficantes que a
integram”, afirma.
Fonte: Vermelhinho
