O
aniversário foi esquecido, o dia dos pais comemorado na escolinha não contou
com a presença do principal homenageado. No Natal, não houve ligação para
desejar boas festas. Quando ficou doente, a mão do pai não estava próxima para
ser apertada para aliviar a dor. Quantas histórias como essa você
conhece?
Essas e
tantas outras situações são comuns na vida de crianças que cresceram criadas
apenas pela mãe, sem a presença do pai. E junto com o crescimento, veio o
sentimento de rejeição, que muitas vezes, leva a um quadro de depressão. Com
isso, muitos filhos, após atingir a maioridade, decidem processar os próprios
pais por abandono afetivo.
Essa possibilidade de processo
ocorre até mesmo quando os pais pagam as pensões alimentícias com regularidade,
conforme explica a advogada Mariana Regis, especialista em Direito de Família. Nesses
pedidos de indenização, muitos filhos buscam a reparação pelos danos morais
sofridos pelo abandono e pedem, inclusive, o pagamento de tratamento
psicoterapêutico.
por Cláudia Cardozo / Jade Coelho
