A Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) para alterar este sistema já está circulando na Câmara
e a adesão tem crescido. Nela, se aprovada a tempo, a eleição para deputados
federais, estaduais e vereadores torna-se semelhante à majoritária. Quem tiver
mais voto entra. Acaba com o quociente eleitoral, as coligações perdem força e
os ditos puxadores de votos tornam-se 'ativos' apenas para suas respectivas
candidaturas.
A estratégia de
composição de chapa proporcional também muda significativamente. É comum a
negociação com candidatos com potencial de votação menor, mas que quando
somados os cinco mil, seis mil votos completam o quociente “ajudando” a eleger
outro nome. No caso do 'distritão', estes candidatos 'úteis' perdem o sentido e
devem ser cooptados para candidaturas com mais musculatura de modo a conseguir
transferir voto. Isso não é simples ou fácil.
Para ter validade na próxima eleição, a PEC deve ser aprovada nas duas Casas até outubro. Na Câmara, há uma possibilidade grande de apreciação acontecer no primeiro semestre, no entanto, os deputados acreditam que haverá dificuldade de tramitação no Senado.
Para ter validade na próxima eleição, a PEC deve ser aprovada nas duas Casas até outubro. Na Câmara, há uma possibilidade grande de apreciação acontecer no primeiro semestre, no entanto, os deputados acreditam que haverá dificuldade de tramitação no Senado.
Agência Câmara
