Das 4.345 reclamações
registradas pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, apenas 15
dizem respeito a mau atendimento em bancos em Belo Horizonte, ou seja, menos de
0,5%. E nenhuma delas é sobre as longas esperas. Embora não apareça nas
estatísticas, a demora nas filas acontece com frequência, mesmo com leis
municipais e estadual que limitam tal espera em 15 minutos. O desrespeito pode
render indenização por dano moral. Em Governador Valadares, na região do Rio
Doce, um cliente que esperou duas horas para ser atendido em uma agência do
Santander conseguiu na Justiça uma indenização de R$ 3.000. O banco ainda pode
recorrer.
O Santander não
comenta ações ainda em andamento. Entretanto, segundo defesa descrita no
acórdão, alegou que o fato não gerou danos morais ao recorrido, mas meros
aborrecimentos. Ainda segundo o banco, para a configuração do dano moral é
necessário que a ofensa seja capaz de gerar perturbação não passageira.
SENHAS PODEM SERVIR DE PROVA
SENHAS PODEM SERVIR DE PROVA
O Procon da Assembleia
Legislativa de Minas Gerais, por meio da assessoria de imprensa, alerta os
consumidores para a necessidade de formalizar as reclamações e chama a atenção
para as grandes chances de conseguir indenização, uma vez que o Tribunal de
Justiça de Minas Gerais (TJMG) já tomou decisões em favor do consumidor com
relação à grande demora na fila de banco. Para tanto, o consumidor tem que
reunir provas documentais para evidenciar o transtorno.
Por Felipe Alves / Com informações de
JusBrasil
