Na noite de terça-feira, 6 de
outubro, Elisson Eugênio dos Santos, de 33 anos, apresentou-se espontaneamente
à Polícia Civil em Teixeira de Freitas, no extremo sul baiano, e teve cumprido
contra ele um mandado de prisão decorrente de condenação definitiva, com
trânsito em julgado, relacionada a crimes de tráfico de drogas, associação ao
tráfico e posse ilegal de arma de fogo ou munição de uso permitido.
O caso que resultou no
processo ganhou repercussão em maio de 2020, quando uma ação conjunta das
polícias Civil e Militar desarticulou um laboratório utilizado para o
desdobramento de cocaína em uma residência no bairro Antares, em
Eunápolis. Na operação, realizada no dia 29 de maio daquele ano, foram
presos Wéslley de Souza Santos, então com 26 anos, e Elisson Eugênio dos
Santos, que tinha 27 anos na época.
Segundo reportagem publicada
à época, os policiais apreenderam cocaína pura, uma prensa hidráulica, creatina
e cafeína. As substâncias eram utilizadas para misturar à cocaína e aumentar
significativamente o volume do entorpecente. O então coordenador regional
da Polícia Civil, delegado Moisés Damasceno, informou que mais de 12 quilos de
drogas foram encontrados no imóvel.
Conforme explicou na ocasião,
após o processo de mistura e desdobramento, essa quantidade poderia resultar em
mais de 60 quilos de entorpecentes. A estimativa divulgada pela reportagem na
época apontava valor de aproximadamente R$ 1,2 milhão para a droga
apreendida.
Informações constantes no
processo, contudo, apontam uma estimativa superior, de mais de R$ 1,6 milhão,
atribuída ao delegado responsável pela ação. A investigação também
identificou um homem suspeito de levar cocaína de outra região para que a droga
fosse desdobrada no laboratório de Eunápolis. Ele chegou a ser monitorado após
ser localizado em um hotel da cidade, mas conseguiu fugir antes do desfecho da
operação. No hotel, foram deixados dois veículos e cerca de R$ 38 mil em
dinheiro.
Há informações de possível
ligação de Elisson com o chamado MPA, uma vez que a facção é mencionada no
processo. Entretanto, a eventual condição dele como integrante do grupo deve
ser tratada como informação atribuída aos autos, não como fato independente
definitivamente estabelecido. Na delegacia, ele não confirmou e nem negou
participação na facção.
Após o cumprimento do mandado
em Teixeira de Freitas, Elisson permanece à disposição da Justiça. Ele deverá
passar pelos procedimentos legais e exames antes de ser encaminhado ao Conjunto
Penal de Teixeira de Freitas, onde deverá cumprir a determinação judicial.
Fonte: LiberdadeNews
