O total de dinheiro
“esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65
bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta
terça-feira (8/9). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões
registrados em junho.![]()
Do montante disponível, R$ 4,25
bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão
podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas.
Os recursos podem ser
consultados gratuitamente pelo Sistema de
Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite
localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios,
cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema
financeiro. Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos
beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar.
Os valores podem ter
diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas
indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de
crédito. Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis.
Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência.
A consulta pode ser feita
gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta
inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de
nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ)
e os dados pedidos pelo sistema.
Caso existam valores
disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata
ou ouro para solicitar o resgate.
Quando disponível a opção
“Solicitar por aqui”, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não
possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a
alternativa de contato direto com a instituição financeira.
O Banco Central alerta que o
serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais
oficiais. O BC não envia links nem entra em contato para solicitar
dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também
não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro.
Entre as principais
recomendações estão:
• não clicar em links recebidos
por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
• não fornecer senhas
ou códigos de autenticação;
• não pagar taxas para
receber os valores;
• conferir a
instituição responsável diretamente no SVR;
• utilizar somente os
canais oficiais do Banco Central.
O sistema também permite
consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a
herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que
precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.
Fonte: Agência Brasil
