O cidadão perdeu mesmo a empatia, a capacidade de compreender os sentimentos, as perspectivas e as emoções do seu semelhante. Eunápolis não deve nada a nenhuma grande cidade brasileira quando o assunto é desorganização, a exemplo da poluição sonora que incomoda quase 90% da sua população. Vários donos de estabelecimentos comerciais, diga-se, bares, não respeitam mais os decibeis (unidade de medida usada para quantificar a intensidade e o volume do som) estabelecidos pela lei.
O desrespeito não se limita
aos bares. Em cada estabelecimento residencial os aparelhos de som são ligados
na maior altura e o cidadão não se importa se ao lado há um idoso, um enfermo,
um autista, enfim. Ninguém pode mais conversar, atender um celular ou assistir
uma TV com toda essa situação. O pior de tudo é que há uma leve sensação de que
a Polícia Militar age nessas ocasiões, mas lêdo engano. A burocracia trava no
momento em que a mesma é solicitada. Cada um é realmente dono do seu pedaço em
Eunápolis.
Por Elenaldo Costa | Trabuco Notícias
