Vídeo mostra momentos de tensão antes de homem atirar e matar o próprio irmão

 

O caso que chocou moradores de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, ganhou novos desdobramentos após a apresentação espontânea do principal suspeito e da arma de fogo usada no crime. Um vídeo reforça a linha de investigação e mostra o que de fato aconteceu minutos antes, e o momento do disparo fatal que vitimou Sérgio Chaves dos Santos, 46 anos, na Rua Mauá, bairro Santa Rita.

O homicídio ocorreu na manhã de 28 de abril, após uma discussão entre irmãos que evoluiu para agressões físicas e terminou com um disparo de arma de fogo. Diante da possibilidade de prisão em flagrante, o principal suspeito, Francisco Julião Filho, 54 anos, conhecido como "Tikão", se apresentou na sede da unidade policial acompanhado de advogado.

Segundo a Polícia Civil, duas testemunhas presenciais relataram que a vítima teria iniciado as agressões, utilizando inclusive um banco de plástico para atacar o irmão, perseguindo-o ao redor de um veículo enquanto fazia ameaças de morte.

Durante interrogatório, "Tikão" confirmou essa versão. Ele afirmou que estava em sua borracharia quando foi surpreendido pelo irmão em estado exaltado. Ainda segundo seu depoimento, ele tentou se esquivar das agressões, o que é confirmado em vídeo.

De acordo com o investigado, diante da continuidade das agressões, ele efetuou um único disparo. A perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que a vítima foi atingida na cabeça, com perfuração de entrada e saída do projétil.

A arma apresentada foi um revólver calibre .38 com apenas uma munição deflagrada, que, segundo "Tikão", foi a utilizada no crime.

As investigações apontam que a briga entre os irmãos teria sido motivada por uma disputa de herança. Dias antes do crime, na segunda-feira, 27 de abril, Francisco Julião registrou um boletim de ocorrência por ameaças feitas pelo irmão. Há também informações de episódios anteriores de agressões, incluindo uma situação em que "Tikão" teria ficado internado.

Considerando a apresentação espontânea e os indícios iniciais de legítima defesa, a Polícia Civil não realizou a prisão em flagrante. Foi instaurado um inquérito policial por portaria para aprofundar as investigações, sem descartar a possibilidade de medidas futuras, como pedido de prisão preventiva, caso surjam novos elementos.

Após prestar depoimento, "Tikão" foi liberado e deixou a delegacia acompanhado de seu advogado.

Fonte: Liberdadenews