A Justiça determinou o
afastamento imediato das funções legislativas e do cargo de presidente da
Câmara de Vereadores de Guaratinga do parlamentar Paulo Chiclete. A medida
cautelar estabelece um prazo inicial de 90 dias de afastamento, período que
poderá ser prorrogado conforme o andamento das investigações. A decisão ocorre
na esteira da prisão do vereador, efetuada no dia 8 de abril durante a Operação
Vento Norte, uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público da
Bahia, por meio do Gaeco Sul.
As investigações, que se
estenderam por um longo período, apontam que o político teria utilizado sua
função pública para favorecer uma organização criminosa com atuação no Extremo
Sul baiano e em outras regiões do país. O grupo é investigado por crimes de
tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. No momento de sua prisão, em abril, o
vereador também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A defesa de Paulo Chiclete
nega veementemente qualquer participação do parlamentar com o crime organizado.
O advogado do político afirmou que existem apenas fragmentos de conversas de
terceiros e que nada ilícito foi apreendido diretamente com seu cliente que
comprove tais ligações. A defesa ressaltou ainda que o próprio vereador já
havia manifestado interesse em se afastar das funções para colaborar com a
justiça, reforçando que ele mantém um "espírito colaborativo" por não
ter nada a temer.
Até o momento, o partido PST,
ao qual o vereador é filiado, e a assessoria da Câmara de Vereadores de
Guaratinga não emitiram novos posicionamentos sobre o afastamento, informando
anteriormente que aguardariam o teor formal das acusações. O caso segue sob
segredo de justiça enquanto o Tribunal de Justiça da Bahia analisa um pedido de
Habeas Corpus protocolado pela defesa.
Fonte: Verdinho
