Discussão em bar e desavença por pescaria motivaram homicídio

 

             Charme Santos de Souza e Dário Alves de Oliveira são investigados pelo crime

Claudiomar Costa Souza, de 39 anos, conhecido como Biguá, foi assassinado por causa de uma discussão em um bar e também por uma desavença por pescaria. É o que aponta a investigação da Polícia Civil. A vítima foi assassinada em 19 de maio deste ano e o corpo foi encontrado dois dias depois, em uma plantação de eucalipto em Nova Almeida, em Serra (ES).

                                       Biguá tinha 39 anos. Foto: Reprodução/PCES

Segundo a investigação, Biguá tinha histórico de doença psiquiátrica, além de problemas com álcool. Ele se encontrou com os dois suspeitos, Charme Santos de Souza, de 40 anos, e Dário Alves de Oliveira, de 51 anos, ao se dirigir a um bar na região de Lagoa de Jacaraípe. Os três bebiam juntos quando houve uma discussão. Biguá teria ameaçado matar Charme, o que motivou o crime.

Vítima assassinada dentro de carro

Para cometer o crime, os dois decidiram convencer Biguá a sair do bar onde estavam para ir a outro local. A vítima teria aceitado. Segundo Dário, ele teria saído para dar uma volta quando se encontrou com Charme e Biguá, que pediam carona. Os dois entraram no banco de trás do carro e seguiram pela estrada. Em determinado momento, Charme teria pedido a Dário que mudasse o trajeto. Com a mudança da rota, o suspeito atingiu a vítima com uma única facada na clavícula.

Após o crime, os dois levaram o corpo da vítima para a plantação de eucalipto. Eles limparam o carro utilizado na ação, trocaram de roupa e voltaram para o bar onde estavam. Embriagados, os dois comentaram com frequentadores do bar que haviam acabado de matar a vítima, inclusive, por mensagens de Whatsapp com outras pessoas.

Prisão dos suspeitos

Após o crime, Dário fugiu da Serra. Ele foi para Águia Branca, também no Espírito Santo, e de lá, fugiu para Rondônia. Os policiais sabiam que o suspeito receberia uma quantia em dinheiro por um trabalho que havia realizado e este valor tinha data para ser entregue: 25 de junho. Dário voltou para a Serra para receber o dinheiro e foi preso. Foi ele quem deu aos policiais a dinâmica do crime, além da identificação do comparsa.

O carro em que Biguá foi assassinado passou por perícia, que mostrou vestígios de sangue no banco traseiro. O material genético foi enviado a um laboratório, que confirmou que o DNA era da vítima. Dário não tinha passagem pela polícia, mas Charme já havia cometido outros crimes na Bahia. Um deles seria, inclusive, semelhante ao homicídio de Biguá. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado e já estão presos.

Fonte: TV Vitória