Bahia lidera em mortes por câncer colorretal no Nordeste; detecção despenca na pandemia

 

A Bahia registrou, nos últimos dez anos, mais de 20 mil internações hospitalares e 6.599 mortes decorrentes do câncer colorretal. Atualmente, este é o segundo tipo de câncer que mais mata pessoas no Brasil. Está atrás do câncer de próstata, em homens, e de mama, em mulheres. O estado é o primeiro do Nordeste no ranking geral de óbitos pela doença. Pernambuco (4.751 mortes), Ceará (4.305) e Rio Grande do Norte (1.769) aparecem na sequência.

Ainda assim, o exame para a detecção de câncer colorretal, a colonoscopia, ainda não é feito com a frequência ideal para diminuir o número de casos mais graves. O procedimento, no Brasil, é indicado para indivíduos que possuem de 50 a 75 anos. O diagnóstico precoce garante a chance de sobrevida de pelo menos cinco anos em 74%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

EXAME EFICAZ 

Apesar de invasiva, a colonoscopia é um exame eficaz na detecção do câncer colorretal. Além de identificar um possível agente, maligno ou não maligno, ela proporciona a retirada do tumor durante o procedimento. É diferente do câncer de mama e do câncer de próstata, por exemplo, que até a realização da cirurgia há demanda de uma série de exames de detecção.

por Nuno Krause