O professor Danilo de Oliveira Dias, de 29 anos,
que atuava na rede estadual de ensino no município de Maracás, no Centro-Sul da
Bahia, onde morava, foi encontrado morto na segunda-feira (20). Dam Dias, como
era conhecido, era homossexual e lecionava no Colégio Estadual Edílson Freire.
Em uma postagem na rede social, ele reclamava de
preconceito, dizendo ser vítima por ser negro e gay. ”Sou um rio que poucos
querem nadar. O ato de ser negro e gay uma sociedade preconceituosa como
Maracás, é um teste de sobrevivência. E ainda dizem que estou fazendo mimimi,
vocês têm noção do quanto palavras me afetam? Só me deixam viver minha vida.
Passei a vida toda tentando ser o melhor filho, melhor irmão, melhor amigo e de
nada adiantou. A sociedade é tóxica. Tenhamos consciência, somos seres humanos e
não um bando de animais selvagens”, publicou o professor em sua página no
Facebook.
Em outra mensagem ele escreveu: ”Odeio me olhar no
espelho e perceber que sou o culpado por tudo aquilo que eu sou… Para aqueles
que tem amigos com ansiedade e depressão, mandem mensagens, fiquem do lado, não
é fácil conviver com tudo isso sozinho”, desabafou.
Dam Dias, que foi a óbito por enforcamento dentro
de uma casa, teve o corpo encaminhado para o processo de necropsia no Instituto
Médico Legal, em Jequié. A polícia fala em ato de suicídio, o que será
comprovado através do laudo pericial.
Do Blog Marcos Frahm
