Menos da metade dos adultos brasileiros adota todas as medidas de prevenção ao coronavírus



Menos de metade da população adulta do país adota todas as medidas ideais de prevenção ao novo coronavírus, como evitar aglomerações, manter o distanciamento de pessoas com sintomas, lavar frequentemente as mãos e adotar práticas de "etiqueta respiratória", como cobrir a boca com o braço ao tossir e espirrar.

Os dados, divulgados na noite de sexta-feira (17), abrangem os primeiros resultados da pesquisa Vigitel Covid-19, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é descrever padrões de comportamentos de risco e proteção para a doença no país.

Para calcular o que chama de "prevenção ideal" para o coronavírus, a pasta considerou o conjunto de pessoas com mais de 18 anos que afirmou adotar todo o conjunto de práticas recomendadas.

Segundo o ministério, 36,7% da população adulta disse adotar todas as práticas. Entre homens, o índice foi pouco menor, de 33,3%. Já entre mulheres, foi de 39,9%. Os dados foram divulgados em boletim epidemiológico da pasta.

Nesta primeira etapa da pesquisa, foram ouvidas 2.000 pessoas, distribuídas em diferentes regiões do país, entre os dias 1º e 10 de abril. A metodologia utilizada se baseia em amostras probabilísticas da população adulta com posse de, pelo menos, uma linha de telefone celular.

Foram usados fatores de ponderação para que os dados coletados pudessem representar as macrorregiões e o Brasil, informa o documento. O intervalo de confiança é de 95%.


Segundo o ministério, o percentual da população que afirma lavar as mãos com frequência foi de 82,7%. Já quando observados as práticas complementares de higiene, como não compartilhar objetos pessoais, o índice cai para 66,3%. A pasta, no entanto, não divulgou os dados completos de todas as variáveis pesquisadas.

Por Folhapress