O fundo eleitoral, que passou a
bancar a campanha de políticos após o fim do financiamento empresarial, pode
atingir nas eleições de 2020 uma cifra recorde que supera em R$ 1 bilhão. O
novo aporte proposto no Congresso, pautado por Cacá Leão, relator da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, faz com que os repasses de dinheiro
público a partidos políticos no ano que vem seja 25 vezes maior do que em 1996,
após a aprovação da Lei dos Partidos.
O
relatório do parlamentar baiano autoriza o repasse de até R$ 3,7 bilhões de
recursos públicos para as campanhas municipais do próximo ano. A quantia é mais
do que o dobro do valor distribuído nas eleições gerais de 2018 (R$ 1,7
bilhão), primeiro ano de vigência do fundo criado após a extinção das doações
empresariais – definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.
Somada a verba anual do Fundo
Partidário, criado em 1995 para custear o funcionamento dos partidos, os
repasses de dinheiro público para as legendas podem chegar a R$ 4,63 bilhões em
2020, valor 25 vezes (ou 2.400%) maior do que os R$ 181,7 milhões distribuídos
às siglas há 24 anos. Desde então, só o valor do fundo permanente quadruplicou,
chegando a R$ 927 milhões neste ano.
Por redação da Folha
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