Gravações em
áudio de um grupo de WhatsApp com conversas entre o menor A.S.O –
assassino confesso de Claudinei Ferreira de Novaes, o “Cadinha”; o possível
mandante do crime, apontado por A.S.O como sendo “Athos”, e uma terceira pessoa
ainda não identificada. As gravações mostram a frieza deles no planejamento e
após a execução do crime.
Relembre o caso:
Claudinei Ferreira de Novaes, “Cadinha”, 40 anos de idade, foi morto na noite da última segunda-feira, 08, mas o corpo só foi encontrado na manhã de terça, 9, nas dependências do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), em Itanhém. “Cadinha” estava em um bar quando foi atingido pelos primeiros disparos de arma de fogo, e, provavelmente, pulou o muro do CAPS com a intenção de se esconder do assassino. Pelo menos cinco perfurações foram encontradas em seu corpo.
No mesmo dia
em que o corpo foi encontrado, o 2º Pelotão da PM de Itanhém recebeu várias
informações sobre a autoria e localização do suspeito, inclusive de que o mesmo
estaria de posse de uma bolsa, possivelmente preparado para fugir da cidade.
Ele foi encontrado, cercado e capturado pelas guarnições, e, sem nenhum
constrangimento, confessou ser o autor do homicídio.
No momento em que foi detido,
A.S.O. não portava nenhuma documentação, mas disse aos policiais que tinha 19
anos. Na 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas, ele reafirmou que foi o autor
do crime. Depois de ser ouvido, ele revelou ao Conselho Tutelar que é menor de
idade. Na tentativa de diminuir sua culpa, A.S.O. disse ainda que a morte de “Cadinha”
foi encomendada por um traficante de prenome “Athos”, pois a vítima estaria em
dívida com o tráfico.
Disse ainda
que foi induzido e ameaçado pois, se não executasse o serviço, ele morreria.
Sobre a arma utilizada, A.S.O. disse que é de propriedade de “Athos” e que foi
devolvida após o crime. Ainda em depoimento, ele revelou participação,
juntamente com “Athos”, em uma tentativa de assassinato contra a vida de outro
desafeto, conhecido como “Marcos”, que disputa área do tráfico na cidade; e que
“Athos” teria disparado várias vezes na direção do adversário, mas não o
atingiu.
Por não ter
sido apresentado em ato de flagrante, A.S.O. foi ouvido e liberado. Será pedida
à Justiça a apreensão preventiva do réu
confesso.
Por redação, com informações Medeiros
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