Para
evitar que chefes do crime organizado continuem a agir dentro da cadeia, o
ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, sugeriu na terça-feira (6) o fim
do contato direto entre presos e visitantes nas penitenciárias. Jungmann
defendeu a construção de parlatórios para que o contato com o detento seja
registrado. Vocês já viram em filmes: tem um vidro, tem um telefone, e tudo
aquilo que é conversado é registrado. Se houver necessidade, requisitam-se ao
juiz aquelas informações”.
Para
Jungmann, os criminosos fazem da cadeia quase um “home office” (escritório em
casa). O ministro afirmou que quer dificultar a progressão de regime em casos
de crimes hediondos. “Quem cometeu um crime hediondo não deve ter praticamente
nenhum direito à progressão de pena. O nosso problema não está em penas mais
longas, está em rever alguns regimes de progressão. Não é possível que o
sujeito cometa um crime hediondo, um sequestro seguido de morte e, em poucos
anos, pela progressão, ele esteja na rua. Isso é inaceitável”, disse.

