Um
impasse entre a Prefeitura Municipal de Belmonte e o Sindicato que representa
os professores (APLB), culminou em uma paralisação de advertência nesta
sexta-feira (02). Os professores exigem o pagamento do piso nacional da
categoria estabelecido pelo Ministério da Educação, que esse ano foi reajustado
em 7,64% e passou do valor de R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.
Em
Belmonte, um professor graduado, com o aumento, pode chegar a receber até R$
3.048,78, já que, o município paga 40% em cima da graduação desses profissionais.
Se for pós-graduado, o mesmo profissional ainda recebe um adicional de 10%.
Ainda faz parte das exigências, o pagamento dos retroativos relativos a
janeiro, mês em que o reajuste entrou em vigor.
A
Prefeitura de Belmonte sentou com os representantes da categoria, tentou fazer
um acordo e pagar o aumento de forma escalonada, já que, a mesma afirma que não
tem dinheiro em caixa para pagar o reajuste e que as verbas da educação não
conseguem cobrir os custos. Os professores negaram a proposta e informam que o
aumento é repassado pelo Governo Federal desde o início do ano.
Diante
da falta de um acordo, a APLB-Belmonte resolveu fazer uma paralisação de
advertência de 24 horas na tentativa de sensibilizar a gestão municipal. Ainda
está prevista outra paralisação na próxima terça-feira (06). A categoria não
descarta a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado caso as
negociações não cheguem a um consenso entre as duas partes envolvidas.
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BN
