O
Palácio do Planalto já contabiliza uma debandada parcial do PSDB a partir da
próxima semana, quando terá início o julgamento do processo de cassação da
chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral. Para interlocutores do
governo, é grande a chance de parte dos “cabeças pretas” do partido, como são
chamados os parlamentares tucanos mais jovens, decidirem romper após o voto do
ministro-relator do caso, Herman Benjamin, favorável à cassação da chapa.
O
discurso preventivo no Planalto é de que o importante para o governo é que o
PSDB mantenha o apoio às reformas da Previdência e trabalhista no Congresso,
mesmo que haja este desembarque de parte dos parlamentares tucanos. A
avaliação, hoje, é de que o PSDB está dividido e que é possível conservar a
aliança, mesmo que de forma mais discreta, com a cúpula do partido, e também o
suporte às medidas governistas na Câmara e no Senado.
