O acarajé, quitute baiano conhecido mundialmente, pode faltar nos tabuleiros em breve, pois o principal ingrediente da iguaria, que é o feijão fradinho, corre risco de sumir no mercado por causa da lagarta helicoverpa armigera.
A lagarta que
atinge as plantações foi detectada no oeste baiano no início do ano e já chegou
a Feira de Santana, uma das regiões produtoras do feijão. A grande preocupação
é que a matéria-prima do acarajé é plantada por produtores familiares, que não
tem condições para custear o combate à praga.
A helicoverpa
armigera também atingiu plantações de soja, milho e algodão no oeste da Bahia e
é responsável por um prejuízo de mais de R$ 1,5 bilhão, além de deixar 2,5 mil
produtores da região em alerta.
Em todo o
país, são mais de R$ 10 milhões perdidos com plantações em 11 estados. O
agrotóxico Benzoato de Emamectina é a substância capaz de conter a proliferação
da praga, porém é considerado prejudicial ao meio ambiente e à saúde da
população.
