A explosão nos custos das
festas juninas acendeu um alerta vermelho entre os gestores municipais da
Bahia. Diante da dificuldade em equilibrar as contas, a União dos Municípios da
Bahia (UPB) colocou como prioridade para 2026 a abertura de um diálogo com
órgãos de controle, como o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas dos
Municípios (TCM), para estabelecer critérios e parâmetros nas contratações
artísticas.
O presidente da UPB e
prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, defende que é o momento de criar uma
tabela de referência, especialmente para proteger o orçamento das cidades
menores. Ele aponta disparidades injustificáveis nos valores cobrados por uma
mesma atração em cidades vizinhas.
Como alternativa ao cenário
de altos custos, a UPB sugere que o momento pode servir para:
Valorizar o forró
tradicional: Focar em sanfoneiros e bandas de pé-de-serra;
Equilíbrio fiscal: Evitar
o endividamento das prefeituras com atrações de peso;
Transparência: Estabelecer
preços justos e auditáveis para o setor público.
Próximos passos
A UPB agora busca articular
reuniões técnicas com o MP e o TCM. O objetivo é criar recomendações que
garantam a transparência nas contratações e permitam que o São João — principal
motor econômico e cultural do interior — continue acontecendo de forma sustentável
e dentro da realidade financeira de cada município.
Fonte: Metro 1
