A Bahia registrou 103
feminicídios em 2025, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional, mesmo com
uma queda de 6% em relação ao ano anterior. Especialistas alertam para possível
subnotificação e destacam que muitos casos ainda não são corretamente classificados
como feminicídio.
Segundo a professora e
psicóloga Darlene Andrade (Ufba), a maioria das vítimas é morta por parceiros
ou ex-companheiros, geralmente após o fim do relacionamento, em crimes marcados
por extrema violência e motivados por uma cultura patriarcal que reforça a
dominação masculina.
Ela ressalta que o
feminicídio não está ligado a doenças ou desvios individuais, mas a padrões
culturais que naturalizam a violência contra a mulher. A especialista também
reconhece avanços com a Lei do Feminicídio e a ampliação do debate,
considerados essenciais para a formulação de políticas públicas e a prevenção
desse tipo de crime.
Fonte: Bahia Notícias
