Quase seis mil crianças e
adolescentes com idades entre 10 e 14 anos deram à luz na Bahia, nos últimos
cinco anos. Todas foram vítimas de estupro de vulnerável, de acordo com a lei
brasileira, que estipula que não há consentimento nessa idade. No entanto, o
número de registros oficiais de violência sexual nessa faixa etária é menor –
pouco mais de 3,9 mil, considerando que nem todas teriam engravidado após serem
estupradas.
Isso indica que a maioria das
meninas não tem sido atendida como vítima de um crime — ou, em alguns casos,
que nem sabe que sofreu uma violação. O índice das que têm acesso ao aborto
legal é ainda menor: em cinco anos, somente 55 crianças vítimas de estupro
fizeram o procedimento, de acordo com a Secretaria do Estado da Bahia (Sesab).
Isso corresponde a 0,92% de um universo de 5.939, de 2021 até o momento.
Fonte: Verdinho
