O mês de outubro, que se aproxima,
sempre martelou a mente do ex-prefeito de Eunápolis, Paulo Dapé. Primeiro por
conta da execução do radialista Ronaldo Santana, no dia 09 de outubro de 1997;
segundo, o mês em que ele massacrou uma das classes mais importantes na vida de
qualquer cidadão: o professorado. Vários deles ainda não suportam ouvir o nome
do ex-prefeito.
Paulo Dapé, que teve um mandato
medíocre e cheio de denúncias, passou 20 anos enfrentando a Justiça, sob
acusação de ser o mandante da execução do radialista Ronaldo Santana, morto a
tiros de pistola quando se dirigia ao local de trabalho. Um filho de Ronaldo,
ainda menor de idade, presenciou o assassinato do pai.
No melancólico final da sua gestão,
mais precisamente outubro de 2000, os professores comeram o pão que o diabo
amassou com Paulo Dapé. Alguns não tinham nada em casa para comer, e nem para
os seus familiares. Os professores também ficaram com suas contas atrasadas,
precisando de ajuda da população. Isso sem contar com outras barbáries
praticadas pelo ex-prefeito Dapé.
Condenado inúmeras vezes pela
Justiça, Paulo Dapé amarga até hoje o rótulo de persona non grata em Eunápolis.
Hoje está empregado, graças a eleição da sua esposa, a prefeita Cordélia
Torres. Ele dirige a secretaria da Casa Civil.
Por Elenaldo Costa
