A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que proíbe a
comercialização, a distribuição e o uso das massas alimentícias da?empresa?Keishi,
fabricadas entre julho e agosto desse ano. Os lotes produzidos neste período
também devem ser recolhidos.
A medida do órgão fiscalizatório é parte da investigação sobre o
caso do propilenoglicol contaminado com etilenoglicol, que causou a intoxicação
e a morte de cães. O propilenoglicol contaminado foi fornecido pela empresa
Tecno Clean Industrial Ltda.
Uma inspeção foi realizada pela
agência na planta da Keishi e foi constatado que essa empresa adquiriu e usou o
insumo contaminado como ingrediente na linha de produção de suas massas.
Segundo os dados fornecidos, a
empresa possui nome fantasia Keishi e é responsável pela produção e comércio de
vários tipos de massas de estilo oriental, tais como udon, yakisoba, lamen,
além de massas de salgados,?como gyoza. Os produtos são vendidos também na
forma de massas congeladas.
A substância etilenoglicol em
questão é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e
hepática quando ingerido, podendo inclusive levar à morte. Não há autorização
para o uso dessa substância em alimentos.
Já o propilenoglicol é um aditivo
alimentar propilenoglicol autorizado para alguns alimentos. Porém, seu uso não
é permitido na categoria de massas alimentícias.
De acordo com a Anvisa, muitas
indústrias utilizam o propilenoglicol nos processos de refrigeração, em que não
há contato direto com o alimento. Portanto, quando o propilenoglicol é usado
apenas no processo de refrigeração, não há necessariamente risco ao consumo dos
produtos das empresas que tenham adquirido o insumo contaminado.
A orientação é de que empresas que
tenham massas do fabricante não as comercializem e nem utilizem. Assim como os
clientes também não devem utilizar. Em ambos os casos, explicou a vigilância
sanitária, deve-se entrar em contato com a empresa para a devolução dos
produtos.
Fonte: Bahia Notícias
