A população eunapolitana ainda não obteve por parte da
direção do Hospital Regional de Eunápolis (HRE), tampouco do comando da 7ª
Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), nenhum comunicado com relação
ao triste episódio que envolveu José Paulo Anjos dos Santos, de 41 anos, que
sofria de deficiência intelectual, e que teria morrido no Hospital Luís
Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, após ter sido agredido fisicamente no dia
17 de janeiro, em um bar, na Rua Santa Rita, no bairro Pequi, em Eunápolis, por
um suposto policial militar que estava de folga.
José Paulo chegou a receber os
primeiros socorros médicos por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência), e encaminhado ao HRE com ferimentos na cabeça, ficando em uma ala
ao lado de pacientes infectados pelo coronavírus. O quadro clínico de José Paulo se agravou. A
direção da HRE garantiu aos familiares do paciente, estar em contato com a
direção do Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, o que foi
desmentido.
Parentes de José Paulo, segundo sua
sobrinha, Naiara Oliveira, resolveram encaminhá-lo em um carro particular
para a unidade de saúde em Porto Seguro, onde o rapaz foi bem atendido.
Infelizmente, em virtude da demora
da direção do Hospital Regional de Eunápolis, em realizar a transferência do
paciente, José Paulo não resistiu e foi a óbito. A família está indignada
e pede justiça!
Depois disso, o comandante da 7ª
CIPM, major Vagner Ribeiro e a secretária municipal de Assistência Social,
Ioneide Ramos, se reuniram a fim de discutir ações para tratar pessoas em
situação de rua. Entretanto, nenhuma explicação ainda foi dada à população com
relação ao caso que chocou toda a região.
Por: Trabuco Notícias
