Nesta quinta-feira, dia 21, completam-se 21 dias da
nova gestão da prefeita de Eunápolis, Cordélia Torres. Durante este período, a
sua administração enfrenta desafios enormes e não consegue colocar sua digital
no campo do planejamento. Até o momento, praticamente nada evoluiu, e nem
despertou o interesse da população. Os desencontros são enormes.
Uma mistura gritante de descontentamentos que se
proliferam desde suas bases de apoios, aos servidores públicos, perplexos com
portarias enviesadas e ultrapassadas, passando pelas lideranças que apostaram
em um novo momento para Eunápolis, mas que percebe um governo sem rumo,
fragilizado e sem planejamento algum.
As secretarias estão tocando suas atividades,
seguindo os cursos naturais de rotina. Nada de novo. Os chefes das pastas não
têm autonomia, apenas observam. Outro ponto ruim do governo são as
distribuições dos cargos, parte deles, ocupados por pessoas desconhecidas da
sociedade, sem embasamentos técnicos sobre o município, bem como, a ingerência
de seus familiares.
Os apoiadores de Cordélia, mesmo os mais ativistas,
estão apavorados com a sequência de deslizes e o início obscuro da
administração, muito diferente dos discursos de campanha.
Outra grave questão é a contínua ausência da
prefeita, e a sua falta de iniciativa para tomar as decisões corretas. As
grandes lideranças que marcharam com Cordélia, enfatizando os discursos da
mudança, estão afastados dela, e aos poucos, começam a montar seus projetos
políticos, com certa revolta diante dos incontidos erros da gestora, cada vez
mais fragilizada e introspectiva.
A gestão começa errando muito, recheada de
incertezas, e dificilmente vai superar esse inconformismo geral. A prefeita
precisar parar, refletir sobre os erros, e reconstruir a imagem do governo, que
começa patinando e sem prumo.
Por: A Gazeta Bahia
