Na tarde de quinta-feira (21), em
Itabuna, no sul baiano, Antônio Andrade Santos, de 30 anos, não resistiu aos
ferimentos e acabou morrendo após ser atingido por três disparos de arma de
fogo. O crime teve início pela manhã, no bairro Nova Ferradas, quando Toinho,
como era conhecido, havia acabado de chegar em um caminhão para descarregar
materiais da loja de construção que o pai dele possui na cidade de Itapé, na
mesma região.
Foi nesse momento em que os autores
dos disparos chegaram em uma moto ordenando que Toinho descesse do veículo e se
deitasse no chão para que eles pudessem executá-lo. Dois tiros na cabeça e um
na mão foram o suficiente para ceifar a vida dele.
Toinho e o pai estavam trabalhando juntos no momento dos
disparos. O genitor foi obrigado a assistir o próprio filho sendo baleado sem
poder fazer nada para impedir. Desesperado, o pai de Toinho implorou para que
alguém ajudasse e só então ele foi socorrido em estado grave para o Hospital de
Base em um carro de carroceria. E, ainda que com a massa cefálica exposta, ele
seguia respirando. Somente algumas horas depois, dentro do hospital, foi que
ele veio a óbito, por volta das 14h.
Passado turbulento
Apesar de não se saber a motivação exata do crime, Toinho já
possuía passagem pela polícia. No dia 20 de dezembro de 2017 ele foi preso
acusado por tráfico de drogas, flagrado portando 5kg de cocaína prensada. Já no
dia 16 de março de 2018, ele foi preso por participar de uma quadrilha que
vinha furtando combustível em Itabuna.
O irmão de Toinho também foi assassinado. Anderson
Andrade Santos, de 27 anos, foi morto na zona rural de Itabuna, no dia 30 de
agosto de 2015. Mas até os dias atuais, quase 6 anos depois, ninguém foi preso
pelo crime.
Pessoas próximas lamentam o ocorrido
De acordo com informações de amigos mais próximos,
Toinho vinha tentando se afastar da criminalidade há alguns anos, trabalhando e
buscando levar uma vida de maneira honesta. Ele deixa esposa e um filho de
aproximadamente 8 anos de idade. Até o presente momento não há informações
sobre a autoria do crime.
Por: Verdinho

