Vários profissionais de imprensa que prestaram seus serviços
à rádio 98 FM, fechada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) por
inúmeras irregularidades, continuam ser receber pelo tempo que trabalharam
naquela emissora, controlada pelo casal Paulo Dapé e Cordélia Torres, tendo
como presidente da fundação Araci Pinto, Ualas Torres.
Sem direito algum, a exemplo de carteira assinada, férias,
13º salário, enfim, os ex-funcionários da 98 FM eram escravizados, e, acima de
tudo, sempre recebiam o pagamento atrasado e parcelado. Quando isso não
acontecia, recebiam uma autorização de míseros 150 ou 200 reais, para que fossem à um supermercado anunciante da emissora, para que pudessem fazer suas compras.
Uma loja da cidade chegou a fechar as portas, pois quando um
funcionário da 98 FM deixava a casa, tinha que negociar com a emissora, pegando
em troca, na loja, um fogão, uma geladeira, ou uma cama, e assim por diante.
A loja não suportou e fechou as portas.
Por fim, Paulo Dapé, principal controlador da emissora,
exigiu que alguns funcionários assinassem uma espécie de documento, sem timbre
algum, dando conta de que teriam recebido, corretamente, seus tempos
trabalhados. Outros que confiaram entregar suas carteiras de trabalho à empresa,
sofreram bastante para resgatá-las. Um quase perdeu o emprego em outra
emissora.
Como então falar em humanização, em respeito ao próximo, em
cuidar bem do cidadão, diante de todas essas mazelas. Além de tudo isso, um
pouco de algumas cadeiras, computadores e outros, que ainda existem no prédio
onde funcionava a rádio, estão penhorados.
Por: Trabuco Notícias
