A justiça decretou a prisão preventiva de Carlos
Henrique Marin. O empresário havia sido detido no trabalho na manhã do dia 24
de abril, em cumprimento a mandado de prisão temporária por estupro
qualificado, durante uma operação da Delegacia Especializada de Atendimento à
Mulher (DEAM).
Após ouvir novas denúncias contra Carlos Henrique,
a DEAM apreendeu no início de maio, o notebook e o aparelho celular do
empresário.
Os eletrônicos que eram usados pelo acusado, foram
encaminhados para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia Técnica (CRPT) para
análise de peritos criminais.
De acordo com investigações da DEAM, Carlos usava
proposta de ensaios fotográficos em conversas através do Facebook, em seguida
pedia às vítimas o número do telefone, iniciando assim, conversas no aplicativo
de mensagens, whatsApp.
Também no início do mês, a polícia ouviu mais seis
jovens que teriam sido vítimas do empresário. Outras três mulheres já haviam
procurado a DEAM para denunciar o acusado.
As novas denúncias começaram a chegar à Polícia
Civil logo após a prisão de Carlos. As investigações apontam que ele cometeu
abuso sexual contra uma adolescente de 17 anos no dia 8 de março, quando
prometeu um ensaio fotográfico para a vítima.
Diante da falsa promessa, a adolescente foi levada
para a casa do acusado, onde teria sido abusada sexualmente. Carlos usava o
nome de uma boutique de roupas femininas para atrair as vítimas, e também
prometia iniciação das jovens na carreira de modelo.
No entanto, a boutique mencionada pelo empresário,
já não pertence a ele há cerca de 3 anos. Em nota, a nova proprietária da loja
negou qualquer vínculo atual com o acusado e se colocou à disposição da polícia
para apuração do caso.
A polícia ainda não divulgou
detalhes sobre as novas denúncias que também seriam relacionadas a crimes
sexuais, onde Carlos usaria o mercado fotográfico para atrair possíveis
vítimas.
Por: Sulbahianews
