O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) foi denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da
OEA (Organização dos Estados Americanos), após o Planalto receber a visita
do tenente-coronel da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura. A denúncia
partiu do Instituto Vladimir Herzog, do Núcleo de Preservação da Memória
Política e o PSOL.
Curió foi um dos agentes da ditadura militar que
atuou no combate à Guerrilha do Araguaia em 1970. Na denúncia, o governo é
acusado de descumprir sentença unânime da Corte que condenou o Brasil pelo
desaparecimento forçado e morte de dezenas de pessoas durante o período de
forte repressão militar. O Relatório final da Comissão Nacional da
Verdade, de 2014, listou Curió como um dos 377 agentes do Estado brasileiro que
praticaram crimes contra os direitos humanos.
Além disso, o Ministério Público Federal (MPF)
emitiu representação afirmando que uma publicação do perfil oficial
da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) é "uma ofensa direta e
objetiva ao princípio constitucional da moralidade administrativa, por
representar uma apologia à prática, por autoridades brasileiras, de crimes
contra a humanidade e graves violações aos direitos humanos". A Secom
saudou Curió como um herói nacional.
Por: BNews
