Foto: Milton Guerreiro
Na sessão da Câmara
de Vereadores de Eunápolis (CVE) realizada na manhã da última quinta-feira (8),
O vereador Jota Batista usou a tribuna e falou sobre a empresa + Engenharia e os
contratos absurdos assinados pelo asfaltamento de quarteirões no bairro Dinah
Borges. Disse ainda que “a sociedade tem sido muito tolerante e só fala da
câmara ou só vai à câmara, quando algo lhe convém e que precisa ir também ao
Ministério Público (MP) e fazer lá as suas reclamações.
Jota Batista lembrou
que “o município tem uma arrecadação de tributos de R$ 20 milhões, mas faz o contrato
de 12 milhões, e que com todos os insumos por conta da prefeitura, o contrato
do lixo é alto, mas os garis, são pagos pela prefeitura”.
De acordo com Jota
Batista, “isto também precisa ser averiguado pelo MP. O parlamentar municipal falou
das imobiliárias que vão assinando TACs com o município, desrespeitando as
leis, utilizando de liminares que levam a justiça ao erro e depois vão
comercializar lotes de forma irregular, colocando o município em situação
difícil junto aos compradores de lotes, que não sabem o que tem de errado na
venda.
Foi denunciado que este TAC foi
assinado no momento em que a CVE estava de recesso, e que com certeza Dr. João
Alves não sabe que mais um crime ambiental está sendo cometido pela imobiliária,
e com a devida anuência da secretaria municipal de Meio Ambiente.
Já Jorge Maécio falou sobre a sua
indicação de revitalização da praça Colibri, no bairro Gusmão e pediu ao
presidente da casa, Paulo Brasil, que faça um convite ao novo comandante da 7ª Companhia
Independente da Polícia Militar (CIPM), major Sandro Crispim Ferreira Lopes, para
que ele explique a sociedade, os projetos de segurança para o município. Para Maécio, parece que Eunápolis
voltou a aumentar os índices de violência, com assaltos e roubos.
Em aparte, Paulo
Brasil disse que o convite também se estenderia ao coordenador da 23ª COORPIN, delegado
Dr. Moises Damasceno.
Jurandir Leite,
também da tribuna, falou o que bem quis, principalmente quando se trata de
empregos na cidade. Enfatizou que a Veracel traz empresas de fora, deixando
aproximadamente 3 mil desempregados em Eunápolis. Segundo ele, a Veracel
começou a desempregar com o êxodo rural e, ao trazer empresas de fora, deixou
para trás empresas como a Eunaman dentre outras.
Jurandir Leite
também fez denúncias com relação a um contrato de recuperação de meios fios, no
valor de R$ 1 milhão e 300 mil. Na oportunidade citou a reforma da escola de
Gabiarra, que está uma vergonha, pois as telhas desde quando a escola foi
construída, são as mesmas até hoje, e que os banheiros não têm ralo de
escoamento de água, o pessoal dos serviços gerais tem de enxugar os banheiros
com pano e com as mãos.
Acrescentou que o
contrato com a + Construtora precisa ser revisto pelo MP, pois é um absurdo.
Pediu também que fosse feito um convite ao presidente da Veracel, Andreas
Birmoser (foto ao lado), para que este possa dar algumas explicações ao Legislativo. E para finalizar,
denunciou que os 3 dias de festa em Gabiarra custaram aos cofres públicos R$ 25
mil 400 reais.
Nos pronunciamentos, houve aparte
do vereador Ramos Filho, que também se mostrou incomodado com a falta de respeito
para com o Legislativo, pelas imobiliárias que desrespeitam as leis, e acabam
assinando um TAC com a prefeitura, para abrirem loteamentos sem que respeitem a
legislação em vigor, e depois o município é quem vai arcar com a
irresponsabilidade do momento.
Por redação
do Trabuco Notícias, com informações Paulo Barbosa/Rota 51
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