Mandantes impunes: morte do jornalista Manoel Leal completa 20 anos; e o de Ronaldo Santana?


A morte de Manoel Leal acaba de completar 20 anos, com os mandantes impunes, segundo reportagem do Jornal A Região, fundado por ele e hoje gerido por seu filho Marcel Leal, apesar do pedido do Ministério Público Estadual de reabertura do inquérito para investigar quem encomendou o assassinato do jornalista em 14 de janeiro de 1998. O pedido também é recomendação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIF) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Duas décadas depois do jornalista e fundador de A Região, Manoel Leal, ter sido executado a tiros na porta de casa, apenas um dos assassinos foi condenado a 18 anos. Outro indiciado pelo crime, Marcone Sarmento, foi absolvido em um júri, já anulado pelo TJ-BA.

“O júri suspeito era composto por funcionários da prefeitura de Itabuna e de um sobrinho de Fernando Gomes, além de uma empregada e pessoas ligadas a Maria Alice Pereira, amiga íntima e protetora de Sarmento que, por sinal, ganhou cargo de motorista na gestão de Gomes”, escreve a Região.

O primeiro delegado, Raimundo Freitas, sequer isolou o local do crime, apesar de ter passado na frente dele minutos após. Jacques Valois, enviado logo depois, manipulou provas e testemunhos, ignorou ações básicas de investigação e engavetou outro crime ligado ao caso”, completa o jornal.

Ronaldo Santana


O assassinato do radialista Ronaldo Santana, ocorrido em 1997, também está insolúvel. Os mandantes continuam impunes. Alguns juris foram realizados, mas nada de desfecho. A viúva de Ronaldo Santana continua correndo atrás, na esperança de um dia ver os envolvidos na cadeia.

O principal suspeito de ter mandado executar Ronaldo Santana, o ex-prefeito de Eunápolis e ex-deputado estadual, Paulo Dapé, continua debaixo de uma frondosa árvore, desfrutando da boa vida, enquanto a família da vítima continua na saudade do ente querido.