A falta de chuvas de 2017 vai pesar
no bolso dos consumidores em 2018. Após um ano com um volume de afluências
abaixo da média, que levou a um elevado consumo de energia a partir de usinas
térmicas mais caras, a tarifa de luz deve subir em um ritmo maior neste ano. As
projeções variam, mas os reajustes das tarifas de energia devem superar os 10%,
em média.
Uma parcela significativa desse
reajuste vem do aumento do custo da energia, pressionado pelo déficit
hidrológico, estimam especialistas. Pelos cálculos da Câmara de Comercialização
de Energia Elétrica, o déficit hidrológico médio de 2017 ficou em 79%, o que
significa que as hidrelétricas geraram 21% menos do que o volume de energia que
tinham direito de comercializar.
