O Ministério
da Saúde vai usar a biometria para controlar a jornada de
trabalho dos médicos que atuam na rede pública. A ideia é adotar o sistema em
todas as unidades básicas de saúde para acompanhar horas trabalhadas e,
simultaneamente, criar um controle de produtividade, com metas de atendimento.
O plano inicial é estabelecer critérios de acordo com
a atividade. Consultas, por exemplo, deverão obedecer ao padrão recomendado
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e ter, no mínimo, 15 minutos de
duração. Os critérios adotados de forma conjunta têm como objetivo evitar, por
exemplo, que o profissional apresse o atendimento para ir embora mais cedo,
informou Barros.
Aqueles que
não cumprirem a jornada de trabalho estarão sujeitos a processo administrativo.
A biometria integra uma das políticas ditas por Barros como prioritárias de sua
gestão: a informatização do SUS. Para tentar acelerar esse processo, a pasta deverá
arcar com 50% dos gastos de prefeituras com a contratação de empresas de
informática. A meta é de que todas as unidades básicas estejam informatizadas
até o fim do ano.
O Ministério da Saúde não soube informar quantos serviços contam atualmente
com biometria. Experiências foram relatadas em Goiânia, Maceió e
na cidade paranaense de Pinhais. De acordo com Barros, onde o sistema já está
em funcionamento metade dos médicos pede demissão.
