Cinco dos sete adolescentes
assassinados na rebelião em Lagoa Seca (PB), neste final de semana, foram
queimados ainda vivos dentro de uma cela no Centro Socioeducativo Lar do
Garoto, instituição que abriga jovens infratores. Eles estavam trancados dentro
de uma cela destinada a presos provisórios e tiveram colchões e outros objetos
queimados. Sem ter como sair, os cinco foram atingidos pelo fogo e morreram
asfixiados e carbonizados. As outras duas vítimas foram espancadas com barras
de ferro até a morte no pátio. Uma teve o corpo queimado mesmo já depois de
morto. As mortes dos jovens, que tinham entre 15 e 17 anos, foram classificadas
como "massacre" por magistrados da Paraíba e geraram uma crise com
troca de acusações mútuas entre os Poderes Executivo e Judiciário do Estado. O
Lar do Garoto tem capacidade para 44 internos, mas abrigava 200 adolescentes,
sendo 48 apreendidos provisoriamente e 152 cumprindo sentença definitiva. A
maioria foi apreendida por roubo qualificado e homicídio.
