"Só vou
descansar quando ele for preso, vou lutar pela minha neta. Pode ser a última
coisa que eu faça na minha vida. Posso morrer no dia seguinte, mas morro em paz
porque sei que a justiça foi feita".
Este foi o desabafo de uma
comerciante de 56 anos ao revelar que há seis meses vem lutando incansavelmente
para ver o ex-genro, Edineilton Matos dos Santos, 34, atrás das grades.
Nei, como é
conhecido, é suspeito de abusar sexualmente, por sete anos, da própria filha,
atualmente com 16 anos. Ele está com a prisão preventiva decretada desde 19 de
abril último e é considerado foragido da Justiça.
Segundo a senhora,
que preferiu o anonimato, os abusos começaram quando a menina tinha apenas 9
anos e só tiveram fim no dia 7 de dezembro de 2016, quando a garota tomou
coragem e resolveu pedir ajuda a uma amiga da escola.
O Conselho Tutelar
de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana, foi acionado e tomou todas as
medidas cabíveis – inclusive concedeu a guarda da adolescente à avó.
Ainda conforme a
comerciante, o crime ocorria sempre à noite ou na madrugada, na casa da
família, no bairro Vila Praiana, em Lauro de Freitas, quando a mãe da garota
saía para trabalhar ou estava dormindo.
"Dos 9 aos 11
anos, eram carícias, depois ele começou a fazer outras coisas. Dizia para ela:
'estou te preparando para quando você casar não sentir dor. Quando você tiver
seu marido, não vai doer mais'", lembrou a mulher o que ouviu da neta.
