O Ministério da Saúde comunicou na tarde
da sexta-feira, 6, a Organização Mundial de Saúde a suspeita de um surto de
febre amarela no País. Até o momento, foram contabilizados 12 casos suspeitos
da infecção, com cinco mortes.
O Ministério da Saúde destacou uma
equipe para fazer a investigação dos casos. Não há ainda prazo para que
resultados dos exames que comprovem ou descartem a febre amarela sejam
divulgados. O Ministério da Saúde foi comunicado sobre as mortes na noite de
quinta-feira, 5. Elas se somam a um outro óbito, ocorrido no interior de São
Paulo, no dia 26 de dezembro.
Diante dos casos, o Ministério da Saúde
reforçou a recomendação para que todas as pessoas residentes de áreas
consideradas de risco para febre amarela se certifiquem de que estão
devidamente imunizados. O ideal é que a cobertura seja de 100%. A recomendação
feita pela Organização Mundial de Saúde é de se aplicar apenas uma dose da
vacina durante a vida.
No Brasil, no entanto, a indicação é de
que sejam dadas duas doses. A vacinação também deve ser feita em pessoas que se
destinem a regiões consideradas de risco. Além da imunização, pessoas que
planejam turismo rural devem adotar outras medidas como usar durante os
passeios sapato fechado, camisa de manga longa e calça comprida e repelentes.
Pacientes com doenças que comprometam o
sistema imunológico devem procurar o médico para saber se a vacinação é
indicada. Transmitida por vírus, a febre amarela provoca calafrios, dor de
cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.
Em casos graves, a pessoa pode
desenvolver febre alta, coloração amarelada da pele e do branco dos olhos,
hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca
de 20-50% das pessoas desenvolvem doença grave, podendo vir a óbito.
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