Dois prefeitos e dois
vices eleitos em outubro de 2016 não tomaram posse na Bahia no último domingo
(1º). Em Caatiba, no sudoeste do estado, a prefeita Tânia Ribeiro (PR) foi
impedida de assumir o cargo porque responde a um processo por improbidade administrativa,
proveniente da gestão anterior, na qual era vice-prefeita. Quem tomou posse no
lugar dela foi o vice eleito, Luis Paulo Souza (PSB).
De acordo com a Justiça Federal, Tânia Ribeiro e
outras 12 pessoas são suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude em
licitações e desvios de verba da educação do município. Por conta do processo,
ela foi afastada da gestão por seis meses e só poderá tomar posse da
administração municipal a partir do dia 18 de fevereiro.
Já no município de Belmonte, no sul da Bahia, o
prefeito eleito Jânio Natal (PTN) renunciou o cargo durante a cerimônia de
posse, realizada no domingo (1º). No anúncio, o gestor afirmou que não assumirá
a prefeitura porque pretende permanecer no cargo de deputado estadual. O irmão
de Jânio e vice na chapa, Janival Andrade (PTN), assumiu o cargo no lugar dele.
Em Itabuna, também no sul do estado, o prefeito
Fernando Gomes (DEM) tomou posse na Câmara dos Vereadores sozinho, porque o
vice, Fernando Vitta (PMDB), está sob tratamento médico e não pôde comparecer à
cerimônia.
Na cidade de Lauro de Freitas, na região
metropolitana de Salvador, a vice-prefeita eleita, Mirela Macedo (PSD), também
não tomou posse porque vai assumir o cargo de deputada estadual. A prefeita
Moema Gramacho (PT) assumiu o cargo sozinha. Esta é a terceira vez que a
gestora administra o município.
