O
surto do vírus zika no Brasil pode ter um novo vetor além do mosquito Aedes
aegypti, segundo revelação feita por pesquisadores do projeto de vetores da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco. De acordo com a cientista
Constância Ayres, o vírus foi encontrado ativo na glândula salivar e no
intestino do mosquito Culex, o pernilongo comum.
No
experimento, a pesquisadora alimentou por sete dias os pernilongos com sangue
infectado pelo zika e a conclusão foi que o vírus se manteve ativo. Apesar de
parcial, a pesquisa levanta forte hipótese de o Culex também transmitir o vírus
da zika.
A
presença do Culex em zonas urbanas do País supera em 20 vezes a incidência do
Aedes, conforme os especialistas da Fiocruz. Ele também constituiria uma ameaça
maior, por estar disseminado quase em todo o mundo, e por ter facilidade de
reprodução em água suja - ao contrário do vetor comum de dengue, zika e
chikungunya.
