Não dá mesmo para entender qual é a dos personagens de Caio Castro e
Maria Casadevall. Eles interpretam Michel e Patrícia. Ele é médico e ela
trabalha no RH do hospital de César (Antonio Fagundes). O que dá para entender
desse casal é que eles só querem transar e não conseguem segurar essa vontade
toda. O que leva a novela a ter alguns de seus momentos mais ridículos e
constrangedores. As cenas dos dois só não são piores do que as de Fabiana
Karla, que interpreta Perséfone e que luta a todo custo para perder a
virgindade. Michel e Patrícia já transaram em praticamente todos os cantos do
hospital e, numa dessas fugidinhas, acabaram sendo pegos por César. Levaram
bronca, foram ameaçados de demissão e tal e o que fazem a seguir? Óbvio, vão se
amassar no carro dela no estacionamento de onde? Oras, do próprio hospital. É
que roteiro bom é isso aí, sabe? Não precisa fazer nenhum sentido, não precisa
manter coerência nem nada. Veja bem, os personagens são adultos,
trabalham, correram o risco de demissão e continuam na mesma? Realmente é uma
pobreza de história. Ok, sei que estamos falando de novela, mas algum senso de
realidade tem que ter, certo? Senão a gente parte para o realismo fantástico e
aí sim pode valer tudo. Acontece que não é o caso aqui de Amor à Vida, que pretende ser bem
próxima da realidade.
