Polícia diz que não descarta motivação passional na morte de casal de PMs

A Polícia Civil pretende traçar um perfil do casal de policiais militares mortos a tiros em uma chacina com cinco membros da mesma família em São Paulo. A intenção é analisar a convivência entre o sargento Luís Marcelo Pesseghini e a cabo Andréia Pesseghini, além da relação dos dois com o filho, Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, o principal suspeito dos crimes até agora.

Apesar de o garoto ser apontado como o autor dos assassinatos, nenhuma hipótese de investigação, como vingança ou crime passional, foi descartada.

A polícia quer ampliar as linhas de investigação e focar na personalidade do casal de PMs, o que inclui ouvir colegas de trabalho e amigos civis. O Instituto de Criminalística vai levantar as ligações dos celulares dos pais de Marcelo e do restante da família. Um computador e um tablet apreendidos na casa serão analisados.

Até ontem, já haviam sido ouvidas 27 testemunhas, mas esse número ainda pode crescer, uma vez que a polícia deverá ouvir todos os cerca de 30 policiais que estiveram na cena do crime logo após a chacina. Para a polícia, há sinais de que o local não foi preservado corretamente.


Uma das mais importantes provas para desvendar como aconteceram as cinco mortes é o laudo do exame nos corpos das vítimas. A polícia já levantou dúvidas sobre um indício de que haveria uma diferença de dez horas entre o assassinato do pai e da mãe.