Motoristas da Expresso Brasileiro, procuraram a
redação do site Boca de Brasa, denunciando a empresa por não pagar salários
diferenciados para linhas interestaduais, a exemplo de Nanuque (MG) a Ilhéus
(BA).
Conforme um motorista que preferiu não se
identificar, temendo retaliações, a empresa Brasileiro paga pouco mais de R$
1.000,00 (mil reais) aos profissionais, enquanto que a empresa Rio Doce paga o
valor acima de R$ 1.700,00 (mil e setecentos reais) de piso salarial.
Ainda de acordo com o denunciante, os profissionais
procuraram o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Extremo Sul da Bahia,
Adelson do Alecrim, denunciando a disparidade salarial, mas este não tomou
nenhuma providência que beneficiasse a classe que ele defende.
foto: Radar 64 / Adelson do Alecrim
O denunciante alegou ainda que o presidente do
Sindicato dos Rodoviários na região “não faz nada pela categoria, por ter
recebido 3 (três) ônibus que estão locados na Prefeitura Municipal de Porto
Seguro, fazendo a linha Porto Seguro à uma universidade próxima ao distrito de
Vera Cruz”.
Ainda segundo relato do motorista, que mostrava
tamanha irritação por não estar sendo correspondido pelo sindicato que o
representa, “que a situação é muito mais grave porque em diversas ocasiões, o
motorista sai da cidade de Nanuque (MG), com destino a Ilhéus (BA), quando ele
{o motorista}, deveria descansar em Eunápolis, assumindo outro em seu lugar”.
“Como quem deveria assumir a direção do ônibus de
Eunápolis até Ilhéus não comparece, para não perder o emprego”, disse o
profissional do volante, “o motorista é obrigado a seguir em frente até Ilhéus,
colocando em risco a vida dos passageiros”.
Com a palavra, a Agerba (Agência Estadual de
Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da
Bahia).
Boca de Brasa
