Caso Tayná: MP cancela depoimento de policiais acusados de torturar suspeitos

O Ministério Público cancelou os depoimentos dos policiais acusados de torturar os suspeitos de matar a adolescente Tayná na região metropolitana de Curitiba (PR). Em um vídeo, um dos suspeitos conta como a vítima teria sido morta.
O delegado Silvan Pereira, que teria comandado as seções de tortura, chegou para o depoimento com uma camiseta que mostrava a foto de Tayná. Mas ele e os outros nove policiais civis presos suspeitos das agressões saíram sem falar nada.
Uma gravação mostra o primeiro depoimento de um dos funcionários do parque suspeitos de matar Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. O vídeo foi feito dois dias depois que a adolescente desapareceu. Sem nenhuma lesão aparente, ele conta como a vítima teria sido morta. No depoimento, Sérgio Amorin Silva fala que teria mantido relações sexuais sem o consentimento da vítima e que outro funcionário teria matado a garota.
Os quatro funcionários suspeitos pela morte da adolescente dizem ter confessado o crime depois de sessões de tortura. Eles foram presos e depois liberados por falta de provas. Um guarda municipal, que também é suspeito de tortura, confessou as torturas ao Ministério Público. Ele contou que bateu nos funcionários do parque por revolta depois que eles confessaram o crime brutal.

O Ministério Público terminou a fase de investigação. Na semana que vem, deve apresentar a denúncia à Justiça. Mas o promotor do caso não tem dúvida de que houve tortura.