Homem confessa participação em roubo que acabou com morte de criança boliviana de cinco anos

                       
Um jovem, de 19 anos, confessou ter participado do latrocínio — roubo seguido de morte — que terminou com a morte do garoto boliviano Brayan Yanarico Capcha, de cinco anos. No entanto, ele negou que tenha atirado na criança. O crime aconteceu na madrugada de sexta-feira (29), no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo.

Ele teve o pedido de prisão temporário decretado e aguarda transferência para um Centro de Detenção Provisória. 
A Justiça já decretou a prisão preventiva de outros três suspeitos. Eles foram denunciados pelo comparsa preso.
Na sexta-feira (28), cinco homens foram levados ao 49º Distrito Policial (São Mateus), um deles chegou a ser agredido por manifestantes. A polícia informou que um deles, o jovem de 19 anos, confessou a participação no crime. Os outros quatro foram ouvidos e liberados.

O crime

Um morador chegava em casa de carro, por volta da 0h30 desta sexta-feira (28), quando seis homens se aproximaram, cinco deles estavam encapuzados. Eles estavam com duas armas e quatro facas. As dez pessoas que estavam na casa foram levadas para um quarto e mantidas reféns. Brayan foi entregue à mãe por um dos assaltantes. Ele ficou assustado e começou a chorar no colo dela.
Os criminosos roubaram R$ 4,5 mil durante o assalto. Eles ainda pediam mais dinheiro e ficaram incomodados com o choro do menino. Um dos assaltantes, armado com um revólver, mandou a criança se calar, caso contrário, atiraria. Foi naquele momento que Brayan pediu para não ser morto e também para que não assassinassem a mãe dele.
O menino levou um tiro na cabeça depois que a mãe ajoelhou e mostrou a carteira vazia. Após o crime, eles fugiram levando o dinheiro. O menino foi levado a um hospital, mas já chegou morto à unidade de saúde. O corpo dele vai ser enterrado na Bolívia.

Os pais de Brayan vieram com ele para o Brasil há seis meses. Eles moravam e trabalhavam como costureiros no mesmo imóvel onde aconteceu o crime. Após a tragédia, a mãe disse que não quer mais continuar vivendo no País e vai voltar à Bolívia nos próximos dias. Brayan era filho único do casal.