Antidepressivos podem prevenir ou diminuir sintomas de Alzheimer


Uma notícia que dá esperança para milhares de pessoas que sofrem do Mal de Alzheimer. Uma pesquisa brasileira - inédita no mundo - mostra que o tratamento com antidepressivos pode ser um caminho para prevenir ou diminuir os sintomas da doença.


O estudo, feito por pesquisadores da UFRJ com mais de 200 camundongos, constatou que existe mesmo um elo entre a depressão e a Doença de Alzheimer. As neurotoxinas presentes no cérebro humano existem em maior quantidade nos paciente com Alzheimer. Elas se juntam, atacam as conexões entre os neurônios e impedem o processamento de informações. Isso leva à perda de memória.


O estudo começou com uma aplicação em camundongos de fluoxetina, principal substância dos remédios antidepressivos. Foram 17 dias de espera. Depois, os cientistas injetaram no cérebro dos animais neurotoxinas sintéticas, preparadas em laboratório, semelhantes as que existem no cérebro humano. E que levam ao desenvolvimento do Mal de Alzheimer.


A pesquisa também mostra que a substância usada para tratar os sintomas da depressão tem efeito positivo na memória dos camundongos. Na estimativa do Ministério da Saúde, há 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer no Brasil. No mundo, há 35,6 milhões de vítimas dessa doença, que ainda não tem cura.


A pesquisa brasileira pode abrir um caminho para o desenvolvimento de futuros testes com seres humanos.