Homicida diz que morte de presidiário foi acerto de contas

Obedson: “Matei por que ele mim batia sempre”

Obedson de Souza, “Galego”, preso em flagrante esta semana depois de ter matado o presidiário, Deivid Oliveira Nunes, que cumpria pena no regime semi-aberto em Teixeira de Freitas, disse que o crime foi um acerto de contas.
Segundo Galego, Deivid, também conhecido por “Miguelão” sempre o agredia.

A rixa entre os dois teria começado a cerca de três anos durante uma festa que comemorava o aniversário de Teixeira de Freitas. Eles teriam se esbarrado no meio da multidão, segundo conta o Galego, ele pediu desculpas, mas Miguelão não aceitou e o agrediu com vários socos.

- “Pedi desculpa, mas ele não aceitou e já veio me socando, de lá pra cá era sempre a mesma coisa. Ele achava que eu era moleque”, afirma o homicida.

A paciência de Galego se esgotou no dia 13, domingo, após ser novamente agredido pelo presidiário quando ia para o trabalho.

- “Eu já estava com ele atravessado na garganta, tinha comprado uma arma pra me defender e resolvi acabar com a vida dele”, confessou.

Deivid foi morto com três tiros de revolver calibre 38 na cabeça, quando bebia em um bar na região central da cidade. O crime ocorreu por volta do meio-dia.

Por Elenaldo Costa